Parceria envolvendo Uerj, Fiocruz e universidade espanhola reforça a importância da Rede Uerj Pró-SUS

A Plataforma da Rede Uerj Pró-SUS tem por objetivo conectar pesquisadores, identificar demandas reais do sistema de saúde e direcionar esforços para soluções inovadoras. E um projeto multidisciplinar de tecnologia aplicada à saúde do Laboratório de Fotogrametria e Sensoriamento Remoto da Faculdade de Engenharia (LFSR/FEN/Uerj) nos dá a concretude desse objetivo.

Mediante parceria internacional com a Universitat Politècnica de València (UPV), desde 2023, o LFSR tem implementado a aplicação PhotoMeDAS, desenvolvido pelo Grupo de Investigación en Fotogrametría y Láser Escáner (GIFLE) da UPV, coordenado pelo professor José Luis Lerma García.

A parceria envolve não somente o LFSR, como também o ambulatório de recém-nascidos de alto risco no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe/Uerj). No mesmo projeto está o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e, em fase de avaliação pelo comitê de ética, o Instituto Fernandes Figueira, também da Fiocruz.

Entrelaça, nas instituições, áreas como engenharia cartográfica, medicina pediátrica e neonatal, fisioterapia, além de tecnologias da informação e ciência da computação. Além da utilização da aplicação PhotoMeDAS, que digitaliza por completo o crânio de um paciente, as instituições envolvidas buscam desenvolver também um protótipo para modelagem tridimensional da face de pacientes – fruto de interesse do Laboratório de Epidemiologia das Malformações Congênitas (IOC/Fiocruz).

Futuramente, espera-se que seja possível obter uma aplicação completa, que permite a digitalização tridimensional da cabeça de um paciente, para medição de assimetrias craniofaciais em parceria com as três instituições.

Democratização da saúde:

O professor Luiz Carlos Teixeira Coelho, coordenador do LFSR, reforça a importância do projeto na perspectiva de construção de cooperação e parcerias no âmbito da Uerj, além de benefícios diretos ao SUS: “É uma tecnologia de baixo custo que promete ao menos substituir os exames de triagem na detecção de assimetrias craniofaciais”, destaca.

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética das instituições envolvidas e permitirá validar a solução PhotoMeDAS como método não-invasivo de determinação de assimetrias cranianas nos primeiros anos de vida. Espera-se que, nos próximos anos, haja uma forte sinergia entre essas instituições no desenvolvimento de soluções que possam democratizar exames médicos de imagem.